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No primeiro, fizemos um recorte de alguns dados da pesquisa Governança no Agronegócio: Percepções, Estruturas e Aspectos ESG nos Empreendimentos Rurais Brasileiros, disponível na plataforma do conhecimento do IBGC. A primeira evidência é que o Agronegócio está presente em todos os estados brasileiros e o recorte da pesquisa apresentou esse cenário:
Figura 1: Distribuição Geográfica da Amostra

Fonte: IBGC (2021)
Em termos de Governança, a pesquisa demonstra que o faturamento está diretamente ligado à implantação das boas práticas:
Figura 2 : Faturamento x Familiaridade com GC

Fonte: IBGC (2021)
Dessa forma, no primeiro encontro sobre governança corporativa no agronegócio, abordamos a importância da adoção de boas práticas de gestão, transparência, prestação de contas e responsabilidade socioambiental como pilares essenciais para o fortalecimento das empresas do setor.
Destacamos como a governança contribui para a longevidade dos negócios, facilita o acesso a investimentos e melhora a imagem das organizações perante o mercado e a sociedade.
Além disso, apresentamos um panorama do agronegócio, com seus desafios e oportunidades, demonstrados na pesquisa acima descrita e encerramos com uma sessão interativa, abrindo espaço para perguntas e reflexões, o que enriqueceu ainda mais o debate sobre a profissionalização e sustentabilidade do setor.
No segundo encontro, tivemos a participação especial do fundador de uma granja inovadora, que se destacou no mercado por adotar o sistema de produção de ovos de galinhas livres de gaiolas.
O Sr. Hélio Benício de Paiva Sobrinho, que tem suas operações em Catalão, interior de Goiás, compartilhou sua trajetória empreendedora, os desafios enfrentados na transição para um modelo mais sustentável e ético, além dos benefícios desse tipo de produção tanto para o bem-estar animal quanto para a qualidade do produto final.
A apresentação despertou grande interesse entre os participantes, que elaboraram diversas perguntas sobre aspectos técnicos, custos de produção, certificações e aceitação do consumidor. O encontro proporcionou uma troca rica de experiências e reforçou a importância da inovação e da responsabilidade socioambiental no agronegócio.
Ficou evidente também a complexidade da operação, desde a produção própria dos grãos destinados à alimentação das aves, a compra das pintainhas e a comercialização dos ovos. Todos esses processos devidamente alinhados para gerar menos custos e tornar a produção mais rentável e sustentável, ficando evidente a necessidade de boas práticas de governança para a evolução do negócio.
No terceiro encontro, recebemos uma jovem conselheira representante da segunda geração de uma empresa familiar que atua na produção e comercialização de frutas e legumes para o mercado nacional e internacional.
Amanda Cavalcanti Queiroga, diretora administrativa/financeira e Conselheira do Grupo Doce Mel, que possui sede na Paraíba e filiais no Ceará, Bahia e Pernambuco, compartilhou sua experiência no processo de sucessão, destacando os desafios e aprendizados ao assumir um papel de liderança em uma organização com forte legado familiar.
Sua fala abordou temas como preparo das novas gerações, profissionalização da gestão, equilíbrio entre tradição e inovação, bem como a importância da governança na continuidade dos negócios. O relato gerou grande engajamento dos participantes, que demonstraram muito interesse pelo tema da sucessão em empresas familiares do agronegócio, levantando diversos questionamentos sobre estratégias, conflitos geracionais e construção de confiança entre as gerações.
O tema da implantação do Conselho Consultivo também gerou bastante curiosidade entre os participantes. Como escolher o Conselheiro Independente? Quem foi o primeiro Conselheiro escolhido pela família? Foram algumas das questões levantadas pelos participantes e respondidas por Amanda.
Além disso, Amanda trouxe bastante conhecimento sobre o mercado de frutas no Brasil e seu fornecimento nacional e internacional. Produtos sensíveis, perecíveis que exigem manejo adequado para garantir a sustentabilidade do negócio.
Finalmente, no quarto e último encontro, a 9ª edição do IBGC Dialoga do tema Agronegócio, promoveu um debate entre todos os participantes sobre a importância das boas práticas de governança na longevidade e produtividade nos setores do Agronegócio brasileiro à luz dos casos apresentados no segundo e terceiro encontros.
A diferença e a complementaridade das experiências trazidas ao IBGC Dialoga despertaram o olhar dos participantes sobre a complexidade do Agronegócio brasileiro.
Os participantes debateram sobre os casos e trouxeram sua experiência no setor, promovendo uma rica discussão sobre o tema, relacionando-os com as evidências da pesquisa Governança no Agronegócio: Percepções, Estruturas e Aspectos ESG nos Empreendimentos Rurais Brasileiros que foi novamente mencionada através de recortes que elucidaram as questões tratadas nos demais encontros.
foi instrutora da 9ª edição do IBGC Dialoga do tema Agronegócio, que ocorreu no período de março a junho de 2025.