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No segundo IBGC Dialoga Mercado de Capitais, especialistas no tema refletiram opiniões relevantes sobre: Overview do Mercado de Capitais e Captação de Recursos; Processo Mandatório de Companhias Registradas; Responsabilidade dos Administradores; Avanços da Padronização de divulgação ESG e Tendências para o Mercado Brasileiro de Capitais.
O grupo expressou preocupações com a representação incipiente do mercado brasileiro de capitais, quando comparado ao mercado global, considerando especialmente necessidade de captação de recursos de empresas para assegurar ampliação de seus negócios e permear a sustentabilidade.
Neste contexto, foram abordados pontos que o grupo considerou relevantes:
- necessidade do enforcement, mercados de captação de securitizadores e crowdfunding;
- possibilidade da implementação do processo de captação de recursos para CMPs – Companhias de Menor Porte;
- cultura organizacional, com presença forte de controladores;
- adaptação aos processos de disclosure;
- percepções de investidores em relação a situações que requeiram compliance e gestão de riscos mais efetiva;
- aumento significativo de pedidos para recuperação judicial, apresentados por empresas brasileiras;
- atratividade da renda fixa vis-a-vis `a remuneração da renda variável; cenário de incertezas políticas, jurídicas e econômicas;
- custos de emissão;
- arcabouço regulatório e responsabilidades legais de administradores, assim como do grau de exigência de investidores.
Em relação a expectativa de investidores sobre Governança das Companhias, foram destacados aspectos relevantes que devem ser priorizados pelas organizações:
- Administradores preparados para suas funções e engajados;
- Conhecimento técnico e diversidade de competências no management;
- Programa de integridade efetivo;
- Alinhamento dos interesses dos Stakeholders;
- Gestão e mitigação de riscos;
- Equilíbrio financeiro e redução do custo de capital;
- Assegurar condução e perenidade dos negócios;
- Garantir implementação de estratégias;
- Cumprimento de atribuições de cada órgão de governança;
- Integração dos públicos de relacionamento;
- Gestão de conflitos de interesse;
- Fluxo efetivo e assertivo na tomada de decisões;
- Investimentos em oportunidades com mensuração dos riscos;
- Plano estratégico de longo prazo aderente ao business;
- Visão integrada da empresa, agregando efetivo valor aos negócios com crescimento sustentado no curto, médio e longo prazos, integrando os processos ESG.
Abordou-se também a relevância de responsabilidades dos Administradores na conjuntura do Mercado de Capitais, englobando processos de gestão, no contexto de recomendação de estruturação técnica, para: tomada de decisões; efetividade de processos chaves de gestão, incluindo riscos; gerenciamento do desempenho dos negócios; avaliação de demonstrações financeiras e PMO – Project Management Office de Investimentos, com destaque para a importância do cronograma de prestação de contas, em âmbitos estratégico, tático e operacional, com ênfase na responsabilidade do Diretor de Relações com Investidores, responsável por divulgações mandatórias ao Mercado de Capitais. Ressaltou-se também a responsabilidade de administradores em relação às informações colocadas à disposição de investidores para tomada de decisão.
O grupo discutiu tópicos relevantes no Dialoga, resumidos a seguir:
1. Engajamento dos administradores: É essencial que administradores se envolvam ativamente em operações e decisões estratégicas da empresa, agindo de forma informada.
2. Programa de integridade e compliance: A companhia deve ter programa robusto, com estrutura de compliance alinhada aos valores e normas legais, promovendo conformidade em todos os níveis.
3. Diversidade de competências: A competência, aliada as habilidades e experiências do management é vista como vantagem competitiva, favorecendo perspectivas distintas e soluções eficazes.
4. Alinhamento dos stakeholders: Cabe aos Administradores equilibrarem interesses de acionistas e outros stakeholders, como funcionários e clientes, assegurando sustentabilidade a longo prazo.
5. Redução de custos de capital: Boa governança pode reduzir custos de capital ao fortalecer a confiança de investidores, facilitando acesso a financiamentos em condições favoráveis.
6. Gestão e mitigação de riscos: Identificar, gerir e mitigar riscos é essencial para evitar crises ou falhas que venham a comprometer a viabilidade e a reputação da empresa.
7. Cumprimento de obrigações dos órgãos de governança: Cada órgão deve atuar de acordo com suas responsabilidades, dando destaque ao comitê de auditoria para garantir integridade das informações financeiras.
8. Fluxo assertivo de tomada de decisões: Processos decisórios eficientes permitem respostas rápidas às mudanças de mercado e aproveitamento de oportunidades estratégicas.
9. Plano estratégico de longo prazo: A visão de longo prazo é essencial para que decisões atuais sustentem objetivos futuros e garantam continuidade do negócio.
10. Remuneração atrelada a metas: A política de remuneração deve estar ligada ao atingimento de metas de curto, médio e longo prazos, incentivando performance sustentável.
Foram discutidos avanços da padronização de divulgação ESG, especialmente em relação ao disposto pela Resolução CVM 193, IFRS S1 e S2 e o foco que administradores e executivos devem observar na preparação de informações para adequar Companhias aos padrões internacionais requeridos.
O Dialoga pautou-se pelas principais preocupações que configuram riscos para empresas e o país, a exemplo: dificuldades na obtenção de recursos humanos, capacidade de preparar empresas para o futuro, gestão financeira e de riscos vislumbrando oportunidades, riscos ocultos que possam gerar desmembramentos relevantes, conjuntura econômica, entre outros.
Nesta 8ª edição do IBGC Dialoga, Tivemos a honra de contar com a presença de Miguel Setas, CEO da CCR, que compartilhou visão ampliada de gestão integrada para além dos conceitos ESG.
No livro de sua autoria – Gigante pela Própria Natureza – o executivo relata: como+- desenvolveu sua jornada de transformação pessoal, crescimento como profissional e líder, além de destacar sugestões para o desenvolvimento pessoal e para o país.
Adepto de questões ambientais, na opinião de Setas o Brasil tem condições de ser o núcleo mundial do humanismo ecológico, ao adotar uma postura democrática e ética. Ele acredita que o país pode avançar para referências internacionais. No entanto, destaca ser necessário trabalhar de forma sistêmica, abordagem que considera interconexões, capacidade de enxergar e compreender o todo, imbuindo nas organizações desde a sobrevivência até a transcendência, explorando a camada intangível.
Além disso, este Dialoga compartilhou Tendências no Mercado de Capitais. Os encontros reforçaram a necessidade de adequação da Companhia aos padrões internacionais de informações, respaldo em operações estruturadas para promoção do crescimento, postura e filosofia pró-mercado, pautados por transparência e qualidade de informações para tomada de decisão, com operações estruturadas no mercado de capitais, possibilitando crescimento sustentado das Companhias e proporcionando real geração de valor aos acionistas.
foi instrutora da 8ª edição do IBGC Dialoga do tema Mercado de Capitais, que ocorreu no período de agosto a novembro de 2024.