Governança em Cooperativas: Impactos para o Desenvolvimento Econômico e Social 

O poder da cooperação no Brasil  As cooperativas brasileiras têm se consolidado como pilares do desenvolvimento econômico e social. Com mais de 4.500 cooperativas espalhadas por mais de 3.600 municípios, o cooperativismo representa 12% da população nacional — cerca de 25,8 milhões de pessoas.

(Descrição da imagem: A imagem é uma ilustração colorida e estilizada que mostra um grupo de pessoas diversas sobre um fundo composto por grandes peças de quebra-cabeça. As pessoas, desenhadas em um estilo gráfico, representam uma variedade de etnias e aparências. Entre elas, há homens e mulheres com diferentes tons de pele, cores de cabelo e estilos, como um homem com barba e outro com cabelo vermelho. As figuras estão espalhadas pela composição, algumas de perfil e outras olhando para a frente. O fundo é formado por peças de quebra-cabeça de várias cores, principalmente amarelo, verde-azulado e vermelho, que se encaixam umas nas outras. Algumas peças estão sobrepostas às figuras, e as próprias figuras parecem fazer parte do quebra-cabeça, integrando-se ao fundo. A paleta de cores é vibrante e contrastante. Fim da descrição).

Fonte da imagem: banco de imagens Adobe Stock

Mais do que números, esse modelo de negócio é movido por valores como solidariedade, democracia e equidade. 

Resultados que falam por si 

Em 2024, os dados do Anuário do Cooperativismo divulgado pelo Sistema OCB revelam um crescimento expressivo: 

  • R$ 1,39 trilhão em ativos, um aumento de 19,64% em relação a 2023; 
  • R$ 51,39 bilhões em sobras/resultados, um aumento de 32,00% em relação a 2023. 

Além disso, 578 mil empregos diretos foram gerados, evidenciando a resiliência e a capacidade das cooperativas de enfrentar crises e criar oportunidades. 

Governança como diferencial competitivo 

A governança nas cooperativas não é apenas uma exigência regulatória, é um instrumento de fortalecimento institucional. As boas práticas incluem: 

  • Transparência e comunicação clara; 
  • Capacitação contínua da liderança e dos associados; 
  • Gestão democrática e participativa; 
  • Sustentabilidade como eixo estratégico. 

Essas práticas promovem confiança, engajamento e eficiência, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento. 

Desafios na implementação 

Apesar dos avanços, muitas cooperativas enfrentam obstáculos: 

  • Estruturas tradicionais resistentes à mudança; 
  • Baixo engajamento dos associados; 
  • Falta de conhecimento sobre governança; 
  • Dificuldades de comunicação; 
  • Limitações de recursos humanos e financeiros. 

Superar esses desafios exige investimento em educação, inovação e cultura organizacional. 

Casos de sucesso inspiradores 

Várias cooperativas brasileiras têm se destacado quando o assunto é governança e resultados que geram impacto. Dentre elas, temos: 

  • Sicredi: Governança robusta e foco em capacitação 
  • Unicred: Inovação tecnológica e comunicação interna 
  • Aurora Alimentos: Sustentabilidade, sucessão e compliance 

Esses exemplos mostram que é possível alinhar governança com propósito e resultados. 

Segurança e confiança: o papel do FGCoop 

Criado em 2014, o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) protege os depósitos dos associados até R$ 250 mil por instituição. Essa garantia fortalece a confiança no Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), tornando as cooperativas de crédito uma alternativa segura e competitiva frente aos bancos tradicionais. 

Governança como caminho para o futuro 

A governança eficaz é essencial para que as cooperativas continuem atendendo às necessidades econômicas e sociais de seus associados. Mais do que uma estrutura, uma cooperativa valoriza a participação, a transparência e a responsabilidade. 

Ao integrar as melhores práticas, as cooperativas não apenas se fortalecem internamente, mas também ampliam seu impacto na sociedade. O futuro do cooperativismo passa pela governança e pelo propósito de construir comunidades melhores. 

Referências 

ALIANÇA COOPERATIVA INTERNACIONAL. Declaração sobre identidade cooperativa. Manchester, 1995. 

foi instrutora da 9ª edição do IBGC Dialoga do tema Cooperativas, que ocorreu no período de março a junho de 2025. 

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