Uma reflexão sobre Conselheiros que atuam no Varejo

(Descrição da imagem: A imagem mostra um aperto de mãos entre uma mulher e um homem em um ambiente de escritório. A mulher, que está em foco, é negra, tem cabelo curto e preto, e sorri enquanto estende a mão direita para cumprimentar o homem. Ela veste um blazer cinza e um lenço no pescoço com listras e cores claras e escuras. O homem, visto parcialmente à direita, estende sua mão para apertar a dela. Ele usa um relógio de pulso e uma camisa de cor clara. Eles estão em um espaço de escritório moderno e iluminado, com uma estante branca e vazia ao fundo. A luz entra por uma janela, criando um brilho intenso na parte direita da imagem. Em primeiro plano, desfocado, há a silhueta de uma terceira pessoa e a parte de trás de um laptop. Fim da descrição).

Fonte da imagem: banco de imagens Adobe Stock

Diante desse cenário, o IBGC Dialoga 9ª edição, com tema Varejo mergulhou nos desafios de um setor sensível ao comportamento do consumidor, com barreiras tecnológicas e forte presença de empresas familiares que buscam construir legado.

Afinal, O que é verdade, o que é mito? Em linguagem de Foresight Estratégico: o que é Trend e o que é apenas Trendy?

Para responder a essa questão, é necessário observar quais áreas do varejo já estão sendo profundamente impactadas pela IA. Destacam-se, sobretudo, cinco áreas, são elas:

  1. Suporte ao cliente, com que resolvem problemas em minutos, sem intervenção humana.
  2. Documentação e automação interna, eliminando a conciliação manual.
  3. Merchandising e precificação, com ajustes dinâmicos baseados no monitoramento da concorrência e a demanda, confrontados inteligentemente com as metas internas.
  4. Operação e supervisão de lojas, apoiando vendedores com alertas e ações em tempo real.
  5. Planejamento de estoque e logística, prevendo demanda, repondo estoques e otimizando a cadeia sem parar a operação.

O que mais se fala hoje A2A (Agent to Agent)

O conceito de A2A (Agent to Agent) muda radicalmente a lógica de compra.

O consumidor não navega mais: define intenções, e o agente executa de máquina para máquina, com critérios hiperpersonalizados. Não adianta banner piscando – os agentes operam em micro momentos invisíveis, analisando fichas técnicas e traduzindo especificações comerciais em linguagem natural.

O grande desafio para o varejo brasileiro é integrar sistemas de ponta a ponta.

Há quem acredite que o A2A chegará mais lentamente, com oferta de produtos prontos e integrados para consumidores e a fornecedores. Ainda assim, entender por que as pessoas escolhem cada produto — e criar uma narrativa para a ficha técnica será essencial.

 O que não muda (e só melhora)? A experiência humana

Nem tudo será dominado pelos agentes. Produtos de alto valor ou categorias que dependem do toque e da vivência sensorial mantêm o físico como etapa decisiva.  O físico é onde a experiência ganha vida: conexão, lazer, indulgência. Passear, tocar, experimentar, o carregar das sacolas, o cheiro do produto — tudo isso carrega um prazer que o digital não substitui.

Além de preparar a empresa nesta visão sistêmica…

O papel do Conselheiro é um cuidado atento a preservação da marca e estabelecer guard rails éticos claros, garantindo que eventuais falhas algorítmicas não comprometam a reputação da empresa.

Pronto para o futuro?

Referências Bibliográficas

foi instrutora da 9ª edição do IBGC Dialoga do tema Varejo, que ocorreu no período de março a junho de 2025.

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